Eventos Infantis



Anos produzindo eventos, espetáculos infantis e recreação, resolvemos colaborar com o mesmo segmento, desta vez, publicando conteúdos relacionados a esse mundo cheio de fantasias e inocência, que nós adultos , temos por obrigação, alimentar .

 São Paulo, 06  de Junho de 2.017



ANTES  DE MONTEIRO LOBATO 

Ele  fez 135 anos. Nasceu em 18 de Abril de 1.882 e continua uma criança. Fazendo bonecas falar, vendo sacis pela mata, deixando sábios, simples sabugos de milho .
Quando falamos de Literatura Infantil no Brasil, a maior referência é  ele :  Monteiro Lobato . Sua influência foi tal que  sua obra se tornou programa de televisão  na Rede Globo 
Todos os volumes de Sítio do Picapau Amarelo têm sido publicados em outros países, incluindo na Rússia e na Argentina.
 Enquanto esses dois países tem toda a série adaptada e traduzida, apenas o volume Reinações de Narizinho foi publicado na Itália, em 1944, com o título Nasino. Por razões desconhecidas, Sítio do Picapau Amarelo nunca foi traduzido para o inglês, apesar de Monteiro Lobato ter traduzido para o português brasileiro vários livros estrangeiros, como Tarzan of the Apes, O Livro da Selva, Alice's Adventures in Wonderland e os dois livros de Pollyana.
Diante da majestade e da criatividade de Lobato, parece mesmo que não existiu antes dele, outros autores dedicados aos pequeninos  leitores .
Mas no mês de Março deste ano a revista “ Pesquisa FAPESP “ , edição  de número 253, Carlos Fiorovante, nos apresentam os precursores da literatura infantil, mesmo antes do grande escritor lançar  “ A  Menina do Nariz Arrebitado “ ( 1.920 ) .
Lobato modernizou a literatura infantil mas não a criou.
Acompanhamos na atualidade a batalha que alguns poucos pais conscientes, para que seus filhos descubram um mundo além da tecnologia  .
Reproduzimos aqui  uma leitura desta importante matéria, que nos traz informações da produção literária voltada para as crianças, antes que Narizinho, Pedrinho e sua turma, fizessem reinações pelo Sítio do Pica Pau Amarelo .Voltando aos séculos XVIII e XIX , a leitura era uma das maiores fontes de entretenimento , nesta  época .
Lobato  escreveu uma vez a um amigo, que não havia nada para seus filhos lerem além do livro de um autor chamado  João Kopke .                                                                                                                       

João Kopke, ( 1.852 – 1.926 ), bacharel em direito e ducador fluminense, escreveu 24 poemas infantis  intitulado :  “ Versos para os Pequeninos “   foi escrito entre 1886 e 1897.  Tal livro chegou até nós através da sua cadeia familiar .
Depois de construir uma carreira respeitada de educador em escolas das cidades de São Paulo e Campinas, Kopke se mudou em 1.886 para o Rio de Janeiro e criou o Instituto Henrique Kopke  assim chamado em homenagem ao seu pai .
O instituto era uma escola particular que funcionou até 1.897 e servia para lançar seus próprios livros de alfabetização e de leituras para crianças .
Seu propósito com o livro “ Versos para os Pequeninos “  era oferecer uma leitura agradável  para a criança e aplicar o método de alfabetização que ele tinha desenvolvido em outros                   livros   .
“ Versos para os Pequeninos “ ,  consistem em estórias alegres e rimas simples, tratando da Lua, dos avós, brincadeiras, brinquedos, animais e canções.
A irreverência nos poemas se tornou  uma marca do estilo de Monteiro Lobato décadas   depois .

João Felpudo   -  A historiadora Patricia Raffaini investigava jornais antigos no site da Biblioteca Nacional no início de 2.016, quando encontrou  o anúncio “  João Felpudo – Histórias Alegres para Crianças Travessas  com Vinte e Quatro Pinturas Esquisitas “ na edição de 04 de Dezembro de 1.860 no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro . O anúncio era um registro da primeira edição de um livro de muito sucesso lançado na Alemanha em 1.844.
Quando o médico psiquiatra, pensador liberal e intelectual Heinrich Hoffmann (1809-1894) quis providenciar um livro como presente do Natal de 1844 para o filho mais velho Carl, de três anos, teve muitas dificuldades – como contou no texto reproduzido em posfácio desta edição. E quando então resolveu ele mesmo escrever e ilustrar um, nem com toda imaginação previu que Der Struwwelpeter se tornaria um dos maiores best sellers da literatura infantil de todos os tempos. Seu nome mais famoso em português é João Felpudo, e aqui está ele de volta, no século XXI. 

Júlia Lopes de Almeida ( 1.862 – 1.934 ), considerada uma das precursoras da literatura infantil no Brasil  Publicou  “ Contos Infantis “  com 60 narrativas em verso e prosa escritos em colaboração com a sua irmã Adelina Lopes Vieira . Seguiu-se a esta obra, “ Histórias da Nossa Terra “ ( 1.907 )  e “ Era uma vez “ ( 1.917 ) , todos com reedições .
Vale lembrar que, em 1.894 o editor  fluminense Pedro Quaresma ( 1.863 – 1.921 ) dono da Livraria do Povo, investiu em anúncios de meia página para promover o relançamento de uma produção  nacional, “ Contos da Carochinha “ , que já tinha atingido 5 mil exemplares na primeira edição .
Contos da Carochinha inaugurava uma série de livros organizados pelo jornalista carioca Alberto Figueiredo Pimentel  ( 1.869 – 1.914 )  com o propósito de apresentar em uma linguagem coloquial as fábulas de autores europeus .
O trabalho da historiadora Patricia Raffaini, inclui ainda uma lista de 20 títulos de livros infantis publicados entre 1.860 e 1.920 identificados na Biblioteca Nacional e no Real Gabinete Português de Leitura, ambos  no Rio .


Monteiro Lobato – O divisor de águas .
Monteiro Lobato nasceu a 18 de Abril de 1.882 nos arredores de Taubaté, numa chácara que era a residência do seu avô, o Visconde de Tremembé. Duas coisas encantavam o menino :  a vida ao ar livre com os brinquedos feitos de mamão verde, chuchus, etc, e a biblioteca de seu avô. Foi alfabetizado por sua mãe, teve depois um professor particular, e aos sete anos entrou para um colégio particular.  
Logo demonstra a sua vocação : escreve crônicas, poemas, contos e desenhos para o jornalzinho colegial  “ O  Guarani “ .
Em 1.920, Lobato  elabora o conto infantil “ A história do peixinho que morreu afogado “ , resolve ampliá-lo  e introduz cenas da sua infância, publicando-o  em 1.921 com o nome de  “ Narizinho Arrebitado “ . Ë o ponto de partida para a criação de uma série de aventuras no Sitio do Pica-Pau Amarelo.

Jornalista 
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São Paulo, 30  de Janeiro de 2.017





CONTANDO   HISTÓRIAS 

Creio  que não exista  prazer maior  para quem trabalha com arte cênica, o momento de transformar  uma  história em realidade, apresentando-a  em imagem viva para o espectador .
Nisso  não somente os profissionais  de teatro são os mestres no assunto .
Contadores de histórias  são  aqueles que se desenvolvem, se dedicam e retransmitem essa capacidade de contar. Eles podem contribuir para a pesquisa daquelas histórias, que  são o fruto essencial da mente humana, que tem durado porque tem algo  de verdade e ajudam no desenvolvimento da humanidade .

Qual  a diferença entre contar um conto e ler um conto ?
Sim, existe uma diferença entre contar e ler uma história, por que também existe uma diferença  entre palavra  oral e palavra escrita .
Quando a comunicação se dá através da palavra oral, nosso centro de percepção é o auditivo .
O som nos invade por todos os lados .
Todo nosso corpo é uma unidade auditiva, por que estamos no centro do campo sonoro .
A expressão do corpo, os gestos, o ritmo e a entonação de voz imprimem sentido ás palavras e desvelam para o ouvinte as emoções por trás do texto .
No caso da leitura , palavra escrita, o centro de percepção passa a ser o visual . Se o som incorpora e unifica, a visão isola, separa e é individualista . Quando mergulhamos em uma leitura, nos isolamos do mundo, nossa viagem é solitária .
Contar  uma estória é também a arte da relação entre o contador e seu auditório .
Contador e ouvintes recriam a mesma estória infinitamente .
Um conto, embora possa ser contado mais de uma vez, serão sempre inéditos, pois o contador  e o público jamais serão os mesmos .
A  Arte de contar uma estória
Envolve expressão corporal, improvisação, interpretação , interação com seus ouvintes .
Apropriar-se de uma estória é processar a mesma no interior de si mesmo. Ë deixar-se impregnar de tal forma por ela que todos os sentidos possam ser aguçados e que todo o corpo possa naturalmente comunicá-la pelos gestos, expressões faciais e corporais, entonação de voz, ritmo etc .
Isso só  é  possível através do processo de identificação com as situações  apresentadas pela história e com seus personagens, sejam eles humanos ou não .
Para se exercitar nesse processo de identificação, pode se fazer algumas perguntas em relação á história  que deseja contar .
A seguir apresentamos algumas das perguntas possíveis :
· Em que a trajetória  desse personagem se parece com a minha ?
· Com suas fraquezas e suas forças o personagem se parece comigo ?
· Já vivi uma situação semelhante a essa que vivem os personagens desse conto ?
· A trama apresentada nessa história chama minha atenção de maneira especial ?
· Essa história me intriga e me atiça a curiosidade ?
· Essa história me propõe reflexões interessantes ?

Além de compartilhar experiências, o contador também compartilha sonhos . Porém não se compartilha aquilo que não se possui . Ë necessário também se apropriar dos sonhos de um herói, torná-los  seus  próprios , para só então oferecê-los aos ouvintes .
Em nosso trabalho de produção de eventos e recreação infantil, vemos que os contos, as fábulas e as lendas não morreram, apesar  da tecnologia que cada vez mais faz parte da rotina dos pequenos, que ficam  com os olhos  brilhando, quando  sentem  a magia que uma história provoca .
( Refereência  :  O  Ofício do Contador de Histórias de Gislayne Avelar Matos e Inno Sorsy )




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                                                     São Paulo, 27  de Janeiro de 2.017





Ron  Clarck  é  professor desde 1.995 . Nascido na Carolina do Norte, já  lecionou nas mais desafiadoras escolas dos Estados Unidos,  inclusive no Harlem.  Desde que recebeu o prêmio   “ Professor de Destaque do Ano, concedido pela Disney em 2.001, tem dado palestras para professores, associações de pais e mestres e conselhos de escolas em todo o país. Também  é o autor de “ The Excellent 11 “ .  Ron Clarck mora em Atlanta.
Sua experiência o fez escrever também " A Arte de Educar Crianças " ,com mais de um milhão de livros vendidos e publicado em 25 países.Composto de 55 regras consideradas pelo autor de essenciais para desenvolver na criança o sentido de ética, preparando-o para um fortalecimento no caráter .                         Lendo as regras observamos que elas se destinam e muito a todas as idades, ainda mais em um momento em que, as relações humanas despontam banalizadas pelas redes sociais .

Publico  aqui  algumas que me soaram muito oportunas . Vamos educar as nossas crianças e os nossos adultos ?

Regra  8   -  Responda  aos adultos respeitosamente .
Nos  seus contatos com professores e em situações formais que envolvam adultos e pessoas idosas devemos  responder  “ Sim, senhora “  ou  “ Não, senhor “ .
 Regra  9  -  Agradeça  sempre  que  receber  algo .Sempre agradeça  quando receber algo. Não há desculpas para deixar de manifestar gratidão .
Regra 18 – Cumprimente todos os professores pelo nome .
Aprenda depressa os nomes dos outros professores da escola e cumprimente-os dizendo coisas como    “ Bom dia Dona Cristina “ ou  “ Boa Tarde, Dona Elisabeth “ .
Regra 26 – Segure a porta para as pessoas passarem .
Sempre que for passar por uma porta e houver alguém atrás de você, segure-a para permitir que a outra pessoa passe . Se  a porta for do tipo que deve ser puxada pela maçaneta, abra a porta, fique de lado e deixe a pessoa passar antes de você .
Regra 27 -   Quando esbarrar em alguém peça desculpas, mesmo que a culpa não seja sua .
Se  você  se chocar com alguém, diga “ Desculpe “  mesmo que não tenha sido responsável pelo
encontrão .
Regra 29 – Em um passeio faça silêncio ao entrar em um lugar público .
Em um passeio com a turma, não converse ao entrar em um prédio público . Nossa entrada deve ser tão silenciosa que ninguém chegue a notar que estamos ali .
Regra 32  -  Não  fure  a  fila . Jamais  fure uma fila.
Regra 33 – No  cinema não converse  durante o filme .
Regra 37 -  Cubra a boca quando espirrar, tossir e peça desculpas .
Regra 39 – Nunca critique um presente ou a pessoa que o está dando a você . Quando alguém lhe der algo, nunca magoe a pessoa fazendo comentários negativos sobre o presente ou insinuando que não gostou dele .
Regra 41 – Acompanhe a leitura em grupo .Quando  lemos juntos  na sala de aula, você precisa acompanhar . Seu eu lhe pedir para ler, você tem de saber exatamente em que ponto estamos e começar a leitura na mesma hora .
Regra 43  -  Faça a lição de casa todos os dias .
Regra 45  -  Não reclame da tarefa de casa
Regra 46 – Com um professor substituto, as regras continuam valendo .

Silvio Tadeu 
Jornalista 
MTB : 79.298-SP
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